O retorno


No sábado, dia 16 de julho, Edmilson de Lima, Léo Lima do Favela em Foco e o estudante de comunicação da espocc João Vitor estiveram, no Morro da Baiana para apurar informações a respeito da situação problemática que os moradores do local vêem vivenciando nos últimos meses por conta de obras mal feitas e inacabadas.

O coletivo acredita muito na relação do fotografo com o fotografado, por isso sempre que podemos, fazemos impressões, gravamos imagens em CDs, para conceder aos moradores a oportunidade de se verem e terem essas imagens como recordação. Nessa linha, imprimimos uma imagem para cada oito pessoas, ou melhor, oito mulheres, nas quais estamos conversando ao longo desse tempo.

As mulheres do Morro da Baiana são muito receptivas, não que os homens não sejam. É que vamos sempre na parte da manha,  daí essas mulheres são donas de casa e provavelmente possuem um tempo maior dentro do Morro, isso meio que explica os porquês delas estarem tão presentes nas imagens.

De todas as fotos que entregamos a alegria ficava estampada nos rostos das pessoas, era incrível. A relação de companheirismo com os moradores só aumenta nessa relação. Dentre todas essas pessoas que estavam nas fotos, estavam as de Dona Marlene. Ela precisava levar imagens de como anda a situação de sua casa, para levar até a associação dos moradores do Morro da Baiana. Dessa maneira ela poderá cobrar ainda mais as autoridades responsáveis sobre o seu caso.

Moradores do Morro da Baiana, com as fotos que os fotógrafos Edmilson de Lima e Léo Lima entregaram no ultimo sábado.

 Mais fotos no Facebook do Favela em Foco.

Acreditamos que o retorno seja de muita importância, mas precisamos observar e ouvir as pessoas, só dessa maneira podemos dar o retorno mais apropriável aos moradores, seja com fotos ou somente ouvindo-os e ajudando-os. Estamos juntos na luta pelo reconhecimento dos direitos dos moradores, sempre!

Coletamos algumas entrevistas dos moradores sobre o que vem acontecendo na região do Morro da Baiana, em Breve o v ídeo estará no ar.

 

#NÃO ESQUEÇAM, O CASO DE DONA MARLENE CONTINUA DO MESMO JEITO.

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Sobre Coletivo Favela em Foco

A história Tudo começou no ano de 2007 na favela do Jacarezinho, depois de jovens da comunidade experimentarem uma oficina de fotografia dada por Fabio Caffé e Rovenna Rosa, fotógrafos da agência fotográfica Imagens do Povo, do Observatório de Favelas. Oficina essa que fez despertar o olhar dos jovens, e assim decidiram se reunir para criar uma mídia alternativa. Documentando o dia a dia da favela do Jacarezinho, no conceito de cultura/arte e a falta delas. O projeto era financiado pelo Cenpec e o Itaú Social, nos quais disponibilizavam verba para a condução do projeto. O projeto era feito na Ong Saúde e Cidadania, na favela do Jacarezinho. Onde os jovens criavam pautas, com a intenção de criar uma revista, que seria distribuída sem custo algum aos moradores do Jacarezinho, e as comunidades próximas, além dos colégios, ongs, empresas próximas. O projeto foi batizado de “Jacarezinho em Foco” e foi criado justamente para levar informação verdadeira de um cotidiano de vida muito pouco explorado. E que essa informação fosse distribuída por outros meios de comunicação (vídeos, blogs, sites de relacionamento). Com a proposta real de mudar o estereotipo que ainda se tem da favela, e que os temas abordados nas pautas sejam vistos com mais sensibilidade. Mostrando para quem quiser ver que na favela existe sim, gente que faz e acontece, tem suas dificuldades como em qualquer outro lugar, mas vive com harmonia e felicidade no local onde nasceu, cresceu, que vive onde vive por opção, e não por necessidade. Eram 6 pautas abordadas, cada qual com sua peculariedade de informação. Os jovens se organizavam para ir nas casas das pessoas, e assim se familiarizando com os moradores da comunidade. Sendo que, depois de 2 meses de projeto e 1 edição criada, o projeto infelizmente não teve continuidade. Já que os financiadores não permaneceram devido a cláusulas no contrato onde se dizia que o financiamento só seria feito no inicio do projeto, e que logo em seguida deveria ser tocado sozinho. Ou seja um auto sustentamento no qual não foi pensado na criação do projeto. Assim sem verba, alguns do jovens do Jacarezinho disperçaram um pouco, outros por necessidade precisaram sair para arrumar emprego. Infelizmente não foi dado continuidade, mas os jovens que permaneceram focados no que queriam, não desistiram. E no ano de 2009 os poucos jovens que ainda sonhavam com o projeto, se inscreveram na escola de fotógrafos populares por intermédio do antigo e até então professor e fotógrafo Fábio Caffé. Assim foi se reascendendo a chama mais uma vez pela fotografia. Assim, sabendo da dificuldade de divulgação do até então “Jacarezinho em Foco”. O professor Fábio Caffé deu uma forcinha, e informou a revista Viração, lá de São Paulo sobre o trabalho que tais jovens haviam feito. Logo depois de 1 mês depois da conversa... surgiu o interesse da redação da revista de divulgar uma galeria de fotos dessa galera na edição. Bem, feito isso os jovens começaram a criar esperanças mais acessas novamente. E, começaram a se reunir junto com outros integrantes da escola, inclusive fotógrafos formados da própria escola, para dar continuidade no projeto. Enquanto os jovens começavam a se reunir para o que de verdade gostariam de fazer... Alguns exemplares foram enviados e apresentados aos alunos da escola de fotógrafos populares, em sala de aula. Foi ae que a emoção tomou conta de todos, e de principalmente dos jovens participantes do “Jacarezinho em Foco” era uma parte do sonho sendo realizado. O que serviu de estímulo para a galera, e depois de algumas reuniões foi criado o até então, Coletivo Multimídia Favela em Foco.
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2 respostas para O retorno

  1. Pingback: Moradores sofrem com obras do PAC no Rio de Janeiro : Boivoador

  2. Camila Dantas disse:

    Já não sei mais a quem recorrer, gostaria de comunicar uma única área verde que está sendo devastada no Morro da Baiana, a uns 200 mts do Teleférico, por moradores da região, onde algumas pessoas, Presidente da Associação de Moradores do Morro da Baiana esta vendendo e loteando a ÚNICA área verde, desmatando várias mangueiras e qualquer tentativa de replantio, bem como pondo em risco as casas desta área. Já acionamos a DEFESA CIVIL, o CBMERJ, a PMERJ a SUBPREFEITURA DE RAMOS e ninguém está nem aí, agora quando alguma coisa acontecer, acredite, não ficaremos calados!
    Todos tem uma responsabilidade nisto. Pedra IMENSA solta ao LADO DA MANGUEIRA.

    Na ÚNICA arvore (mangueira) que ainda restou, virou um ponto de venda de DROGAS, todo mundo sabe que isto continua, diversas pessoas vendendo livremente e ninguém faz nada para preservar!

    Sendo assim, solicito aos funcionários da ICMBIO que façam uso de seus cargos e impeçam o DESNATAMENTO e o crescimento de “FAVELAS” em uma área verde, ou seja a única área verde do LOCAL!

    Acessos pelas ruas:
    – Final da Rua Itajubara, Ramos, Rio de Janeiro – RJ Brasil
    – Atras da Rua Roberto Silva nº 560 Ramos – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
    CEP: 21060-230

    GPS:
    22º 51´30.19S
    43º15´52.12″0

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