Sobe ai

Sobe ai, trata a questão da estrutura da favela, estilos de vida, costumes, formas de agir de atrativo na instrução e entretenimento da favela e subúrbio.

Zona norte lugar de arte.

Grafite surgiu no final da década de 60 no bairro do Bronx, Nova Iorque (EUA), paralelo ao surgimento do movimento hip hop.  Os jovens daquele espaço viam a rua como um ótimo local para fazerem intervenções artísticas que na maioria das vezes falavam sobre os problemas do espaço onde viviam e questões sociais.

Atualmente o grafite é estilo artístico conhecido e respeitado no mundo todo. Nessa década temos vários nomes fortes dentro da cena mundial, entre esses os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo mais conhecidos como Gêmeos. A dupla radicada em São Paulo pinta desde o fim da década de 80 e são os grafiteiros brasileiros com maior fama mundial.

Nos últimos anos o Rio de Janeiro vem mostrando força no cenário brasileiro do grafite. Crews vem sendo formadas e artistas vem nos muros a chance de mostrar a sua habilidade e deixar sua mensagem. Nas ruas da zona norte do Rio pode ser vista a força da Kovok Crew um grupo formado por moradores dos bairros de Ramos e Olaria.

O grupo existe a seis anos e tem sete integrantes, sendo dois iniciantes no grafite, mas vem mostrando grandes evoluções.

Bruno Guedes de Oliveira, mais conhecido como Life, tem 19 anos é da nova safra da Kovok crew, pinta a sete meses e faz parte da oficina de grafite da CUFA(Central Única Das Favelas). Life explica o porque de ter escolhido o grafite:

Sempre gostei de desenhar desde moleque, quando comecei a estudar no Centro do Rio via diversos grafites na rua, mas nunca havia tido contato com pessoas desse meio. Um dia vi um cara pintando perto da minha rua e parei para ver, mas não perguntei nada sobre grafites a ele. No mesmo dia quando cheguei em casa procurei na internet coisas sobre grafites e encontrei informações sobre esse cara que estava pintando  perto da minha casa, esse cara era o Renato Machado (Rena). Fiz contato com ele pela internet e ele disse que dava aula de grafite na Cufa, comecei a fazer aula com ele e estou ai até hoje.

Gosto do grafite pois alem de uma forma de expressão ele é algo aberto a todos, diferente de outros tipos de arte que tem regras, você faz o que quer, da forma que acha melhor. Além de ser algo que é feito na rua,  as pessoas tem a possibilidade de ver aquilo que foi feito e ajudar a embelezar a cidade.

Pretendo continuar com o grafite como uma forma de ganhar dinheiro fazendo o que gosta e estudar mais ainda sobre essa arte.

Bruno "Life" pintando nas ruas do bairro de Ramos. Foto Paulo Barros/Favela em Foco

Já Leonardo Santos o Magrão, grafita a 12 anos e é um dos membros antigos da Kovok Crew. Além do grafite, Magrão é estudante de Pintura na Escola de Belas Artes (EBA) na UFRJ. Ele fala um pouco da sua entrada no mundo das tintas.

Comecei em 1998 no colégio onde estudava C.E Clovis Monteiro, no bairro de Manguinhos.

Magrão pintando nas ruas do bairro de Ramos. Foto Paulo Barros/Favela em Foco

A pintura sempre esteve na minha vida com um objetivo transformador e desde o meu inicio foi assim. Comecei a pintar muito jovem, isso me limitou um pouco quanto ao que fazer e por que. Vejo que o tempo faz bem em todos os aspectos. Amadurecimento profissional, aceitação e entendimento real do que está ao redor. As vezes o simples, o óbvio, o mal torneado pode apresentar e, até mesmo modificar de uma forma mais concreta.

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Veja a galeria

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Sobre Coletivo Favela em Foco

A história Tudo começou no ano de 2007 na favela do Jacarezinho, depois de jovens da comunidade experimentarem uma oficina de fotografia dada por Fabio Caffé e Rovenna Rosa, fotógrafos da agência fotográfica Imagens do Povo, do Observatório de Favelas. Oficina essa que fez despertar o olhar dos jovens, e assim decidiram se reunir para criar uma mídia alternativa. Documentando o dia a dia da favela do Jacarezinho, no conceito de cultura/arte e a falta delas. O projeto era financiado pelo Cenpec e o Itaú Social, nos quais disponibilizavam verba para a condução do projeto. O projeto era feito na Ong Saúde e Cidadania, na favela do Jacarezinho. Onde os jovens criavam pautas, com a intenção de criar uma revista, que seria distribuída sem custo algum aos moradores do Jacarezinho, e as comunidades próximas, além dos colégios, ongs, empresas próximas. O projeto foi batizado de “Jacarezinho em Foco” e foi criado justamente para levar informação verdadeira de um cotidiano de vida muito pouco explorado. E que essa informação fosse distribuída por outros meios de comunicação (vídeos, blogs, sites de relacionamento). Com a proposta real de mudar o estereotipo que ainda se tem da favela, e que os temas abordados nas pautas sejam vistos com mais sensibilidade. Mostrando para quem quiser ver que na favela existe sim, gente que faz e acontece, tem suas dificuldades como em qualquer outro lugar, mas vive com harmonia e felicidade no local onde nasceu, cresceu, que vive onde vive por opção, e não por necessidade. Eram 6 pautas abordadas, cada qual com sua peculariedade de informação. Os jovens se organizavam para ir nas casas das pessoas, e assim se familiarizando com os moradores da comunidade. Sendo que, depois de 2 meses de projeto e 1 edição criada, o projeto infelizmente não teve continuidade. Já que os financiadores não permaneceram devido a cláusulas no contrato onde se dizia que o financiamento só seria feito no inicio do projeto, e que logo em seguida deveria ser tocado sozinho. Ou seja um auto sustentamento no qual não foi pensado na criação do projeto. Assim sem verba, alguns do jovens do Jacarezinho disperçaram um pouco, outros por necessidade precisaram sair para arrumar emprego. Infelizmente não foi dado continuidade, mas os jovens que permaneceram focados no que queriam, não desistiram. E no ano de 2009 os poucos jovens que ainda sonhavam com o projeto, se inscreveram na escola de fotógrafos populares por intermédio do antigo e até então professor e fotógrafo Fábio Caffé. Assim foi se reascendendo a chama mais uma vez pela fotografia. Assim, sabendo da dificuldade de divulgação do até então “Jacarezinho em Foco”. O professor Fábio Caffé deu uma forcinha, e informou a revista Viração, lá de São Paulo sobre o trabalho que tais jovens haviam feito. Logo depois de 1 mês depois da conversa... surgiu o interesse da redação da revista de divulgar uma galeria de fotos dessa galera na edição. Bem, feito isso os jovens começaram a criar esperanças mais acessas novamente. E, começaram a se reunir junto com outros integrantes da escola, inclusive fotógrafos formados da própria escola, para dar continuidade no projeto. Enquanto os jovens começavam a se reunir para o que de verdade gostariam de fazer... Alguns exemplares foram enviados e apresentados aos alunos da escola de fotógrafos populares, em sala de aula. Foi ae que a emoção tomou conta de todos, e de principalmente dos jovens participantes do “Jacarezinho em Foco” era uma parte do sonho sendo realizado. O que serviu de estímulo para a galera, e depois de algumas reuniões foi criado o até então, Coletivo Multimídia Favela em Foco.
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2 respostas para Sobe ai

  1. Caffé disse:

    Valeuuuuuu Paulooooo!!!!!! A Matéria está bem legal. Fotos e texto casaram muito bem. É isso ae. Abraçooooooooo

  2. Léo Lima disse:

    Pude ler e ver agooora.
    ficoou muiito boooa mesmo, fotos e texto relamente encaizadinho.

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