Dia do Trabalhador

Vida de Trabalhador, não é mole não!

Todos os dias, de manhã, à tarde , à noite e até de madrugada há um movimento de pessoas que deixam seus lares ou o lugar onde dormem e partem para mais um dia de empenho em busca de seu sustento. Seja na área do comércio, educação, artesanato, artes, saúde, comunicação, trampos ou nos chamados bicos. Muitos suam suas camisas, porque não seus ternos?!

Tem gente que trabalha por dinheiro, gente que trabalha por trabalhar, alguns porque gostam, outros porque realmente precisam e há aqueles que definitivamente não gostam de trabalhar.

No dia a dia do trabalhador vemos alguns heróis, verdadeiros guerreiros e guerreiras e outros que “pensam” que são heróis de um povo que trabalha, trabalha, trabalha… “ e o salário, ó!”.

São sobreviventes. Sobreviventes na disputa entre o salário minúsculo e os grandes gastos. “Pensas que serás promovido?” Acabam demitidos. Dias e dias trabalhando, ralando, suando e do nada vem o corte! Ele não sangra no corpo – corta despesas, reduz os gastos, promove lucros – mas dói.

Nesse corre-corre, na luta pela sobrevivência infelizmente acontecem acidentes? Tragédias? Sabotagens?… (E o Brasil da Central?..)

Pessoas perdem seus trabalhos ou são “eletrocutados” por choques de ordens dos políticos que já tem seu empreguinho garantido e porque não o caixa dois recebido?

Faz perder o juízo, faz se sentir humilhado, faz questionar o motivo, o porquê…trabalho. Palavra que tem sua origem na palavra tripalium, que significa 3 paus, que era um instrumento de tortura usado para escravizar.

Já dizia o Farofa Carioca:

“A Carne mais barata do mercado é a carne negra” (*)

Muitos cidadãos em busca do necessário dinheiro, migram de estados distantes, largam suas famílias, atraídos por falsas oportunidades. Acabam surpresos quando se deparam com a realidade anunciada como “promissora oportunidade”, que camufla o serviço que os fará reféns, o trabalho escravo.

São trabalhos degradantes, que cerceiam a liberdade e ameaçam fisicamente os que a ele são submetidos. Geralmente ocorrem em fazendas distantes dos grandes centros e em conseqüência disto das áreas de comércio das cidades. Os trabalhadores sem condições de gastarem seu dinheiro devido à distância, se limitam a comprar produtos de que necessitam com preços colocados pelos fazendeiros. Em alguns casos,  têm que comprar inclusive os próprios equipamentos de segurança.

Acabam se endividando e trabalhando para pagar a pena. Pena da falta de emprego, pena da necessidade de sustentar sua família, pena de sonhar em busca de uma vida melhor, pena imposta. Pena que quando um dia saíram de casa em busca de um emprego, não poderiam imaginar que iriam pagar. Pena.

Mas como é o trabalho que os homens e mulheres mudam o mundo, fazendo a roda girar, na luta que transforma a natureza e as próprias pessoas.

Viva o trabalhador!

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Conheça a história de Sr. Gerci, (Casa Cheirosa, Marido Feliz!) vendedor de cloro da favela do Jacarezinho.

Veja o vídeo abaixo

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Clique aqui e veja a galeria com mais fotos

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(*) Trecho da música “A Carne” do grupo Farofa Carioca

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Sobre Coletivo Favela em Foco

A história Tudo começou no ano de 2007 na favela do Jacarezinho, depois de jovens da comunidade experimentarem uma oficina de fotografia dada por Fabio Caffé e Rovenna Rosa, fotógrafos da agência fotográfica Imagens do Povo, do Observatório de Favelas. Oficina essa que fez despertar o olhar dos jovens, e assim decidiram se reunir para criar uma mídia alternativa. Documentando o dia a dia da favela do Jacarezinho, no conceito de cultura/arte e a falta delas. O projeto era financiado pelo Cenpec e o Itaú Social, nos quais disponibilizavam verba para a condução do projeto. O projeto era feito na Ong Saúde e Cidadania, na favela do Jacarezinho. Onde os jovens criavam pautas, com a intenção de criar uma revista, que seria distribuída sem custo algum aos moradores do Jacarezinho, e as comunidades próximas, além dos colégios, ongs, empresas próximas. O projeto foi batizado de “Jacarezinho em Foco” e foi criado justamente para levar informação verdadeira de um cotidiano de vida muito pouco explorado. E que essa informação fosse distribuída por outros meios de comunicação (vídeos, blogs, sites de relacionamento). Com a proposta real de mudar o estereotipo que ainda se tem da favela, e que os temas abordados nas pautas sejam vistos com mais sensibilidade. Mostrando para quem quiser ver que na favela existe sim, gente que faz e acontece, tem suas dificuldades como em qualquer outro lugar, mas vive com harmonia e felicidade no local onde nasceu, cresceu, que vive onde vive por opção, e não por necessidade. Eram 6 pautas abordadas, cada qual com sua peculariedade de informação. Os jovens se organizavam para ir nas casas das pessoas, e assim se familiarizando com os moradores da comunidade. Sendo que, depois de 2 meses de projeto e 1 edição criada, o projeto infelizmente não teve continuidade. Já que os financiadores não permaneceram devido a cláusulas no contrato onde se dizia que o financiamento só seria feito no inicio do projeto, e que logo em seguida deveria ser tocado sozinho. Ou seja um auto sustentamento no qual não foi pensado na criação do projeto. Assim sem verba, alguns do jovens do Jacarezinho disperçaram um pouco, outros por necessidade precisaram sair para arrumar emprego. Infelizmente não foi dado continuidade, mas os jovens que permaneceram focados no que queriam, não desistiram. E no ano de 2009 os poucos jovens que ainda sonhavam com o projeto, se inscreveram na escola de fotógrafos populares por intermédio do antigo e até então professor e fotógrafo Fábio Caffé. Assim foi se reascendendo a chama mais uma vez pela fotografia. Assim, sabendo da dificuldade de divulgação do até então “Jacarezinho em Foco”. O professor Fábio Caffé deu uma forcinha, e informou a revista Viração, lá de São Paulo sobre o trabalho que tais jovens haviam feito. Logo depois de 1 mês depois da conversa... surgiu o interesse da redação da revista de divulgar uma galeria de fotos dessa galera na edição. Bem, feito isso os jovens começaram a criar esperanças mais acessas novamente. E, começaram a se reunir junto com outros integrantes da escola, inclusive fotógrafos formados da própria escola, para dar continuidade no projeto. Enquanto os jovens começavam a se reunir para o que de verdade gostariam de fazer... Alguns exemplares foram enviados e apresentados aos alunos da escola de fotógrafos populares, em sala de aula. Foi ae que a emoção tomou conta de todos, e de principalmente dos jovens participantes do “Jacarezinho em Foco” era uma parte do sonho sendo realizado. O que serviu de estímulo para a galera, e depois de algumas reuniões foi criado o até então, Coletivo Multimídia Favela em Foco.
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3 respostas para Dia do Trabalhador

  1. Valdean disse:

    Amigos faveleiros parabéns pelo poste, bem legal. Só acrescentando: “largam suas famílias, atraídos por falsas oportunidades”. Acho que é pior do que isso, a falsa ilusão é fato, mas não devemos esquecer que antes deste fato existe uma situação real, concreta e degradante que é a vida em seu lugar de origem. Lugar esse marcado pela violência de séculos.

    Diante disto, ultimamente tenho preferido pensar que as falsas oportunidades é o peso menor nesta balança. O que existe mesmo é uma situação real que da início a todo o processo.

    Vida longa e digna para a massa trabalhadora, na qual sem duvida estamos incluídos.

    Abraços em todos

    Valdean

  2. Évlen Bispo disse:

    Vocês apresentam o tema com seriedade, mas sem perder o bom humor – parabéns, gostei muito!

  3. alexandre disse:

    Valeu brasileiros da Central, do Centro, da Periferia!

    Legal, estão seguindo o padrão FF de qualidade…

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