Assassinato na favela do Jacarezinho

Execução na favela do Jacarezinho

Aliélson Nogueira, 21 anos, foi assassinado em atuação truculenta da UPP do Jacarezinho.

Na noite de 4 de abril de 2013, por volta de 21hrs na localidade conhecida como Beira do Rio, na favela do Jacarezinho, policiais fortemente armados não conseguiam conter uma confusão com moradores do Pontilhão e perderam o controle da situação que resultou na morte de Aliélson Nogueira, 21 anos, atingido por um tiro na nuca, enquanto comia um cachorro quente.

Após truculenta ação de policiais que revistavam possíveis suspeitos com o trafico de drogas na favela, moradores se rebelaram contra os policiais - como de costume em favelas ocupadas pelas forças policiais – Bombas de gás lacrimogênio, spray de pimenta, tiros de bala de borracha e de fuzil foram feitos contra os moradores, que revidaram jogando tijolos, pedras e paus.

Do outro lado da rua, pessoas que nada tinham a ver com a confusão, tomavam cerveja, crianças brincavam e jovens ouviam música na porta de casa - como de costume em qualquer lugar. Entre as pessoas que se divertiam estava o jovem Aliélson Nogueira, de 21 anos, conhecido como Lourão, que era trabalhador de uma oficina de reciclagem dentro da própria favela.
Perfil no Facebookhttps://www.facebook.com/alielson.nogueria?fref=ts
Segundo um morador que não quis se identificar e que estava ao lado de Aliélson na hora da confusão, os dois estavam bebendo cerveja em um bar em que Aliélson havia comprado um cachorro quente, ao ouvir os tiros, os moradores  correram para se esconder dos disparos, nesse momento, um policial o executou de maneira fria e calculada. O jovem morreu com um tiro pelas costas, acertado na nuca. Os moradores afirmam ter visto toda a crueldade do policial e contaram que o mesmo costuma circular pela favela sem farda e sem nenhuma identificação, portando um fuzil, impondo o terror nas madrugadas, com palavras agressivas e Fascistas.·.

O suposto policial, de nome André, é um ex-morador da favela expulso por traficantes na época e estaria no local pra fazer vingança. Denuncias foram feitas para a Corregedoria de policia do RJ, Ministério público, Comissão de direitos Humanos e veículos de comunicação corporativos e independentes, porém, nada foi resolvido.

Seis meses depois da entrada da policia “pacificadora” na favela do Jacarezinho, pouca coisa mudou. A ocupação se deu no mês de Outubro de 2012, com ela, vieram as antenas de TV Claro e Sky, diversos policiais despreparados, assim como a troca de caçambas de lixo insalubres por caçambas muito pequenas  que não dão vazão aos moradores e a troca da iluminação foi feita somente nas entradas da favela.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

A associação dos moradores trabalha para que os serviços fundamentais como água, luz, saúde, educação e coleta de lixo cheguem à favela de fato, e que sejam serviços de qualidade e não de assistencialismo. Os ativistas e movimentos sociais atuam na busca pela valorização da cultura local, o debate sobre segurança pública, o reconhecimento de espaços ociosos para possíveis equipamentos socioculturais a serem realizados, assim como a busca por um debate amplo sobre as UPPs na favela, sobre os usuários de drogas do local, o passado, presente e o futuro dessa ação policial e não social.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

A indignação é geral na favela do Jacarezinho, porém, nós moradores não podemos nos calar diante das arbitrariedades do estado que nos encurrala e nos oprime. Precisamos ser inteligentes, propor as prioridades e assumir a favela como agentes produtores da mudança, é preciso se reunir e criar. Se conseguirmos nos organizar, conseguiremos governar no mínimo a favela onde vivemos, sem que tiremos a responsabilidade do estado, claro.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

Estamos de Luto!
Chega de mortes e arbitrariedades por parte dos policiais.
Os bandidos e corruptos precisam ser expulsos da corporação, deverão ser julgados e o caso de Aliélson não poderá ficar impune.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

Texto e Fotos: Léo Lima
Vídeo: A Nova Democracia
Revisado por: Ana Paula Lisboa

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Caos Subterrâneo – por Daniel Carvalho

FOTO: Daniel Carvalho

FOTO: Daniel Carvalho

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Ocupação Quilombo das Guerreiras

Quilombo das Guerreiras

Neste sábado (9/3) desde as 15 horas, diversas pessoas mobilizadas com a questão da moradia e o direito a cidade estiveram no evento “Abraço à Ocupação Quilombo das Guerreiras” localizado na Francisco Bicalho, 49 – Santo Cristo – Zona Portuária do Rio de Janeiro. Durante a tarde/noite do evento aconteceram apresentações musicais, fotográficas e de vídeos. Tudo alimentado pelos deliciosos caldos preparados por moradores e moradoras, bebidas e churrasquinho também foram vendidos para arrecadação interna.

Dentre as atrações musicais do dia: DJ Castro (integrante do projeto “BNegão SoundSystem”), El Efecto, Repper Fiel, PH Lima, Banda Macumbia e Banda Corisco. O fotografo Álvaro Riveros exibiu a exposição “Tudo Isso É Nosso”, assim como o lançamento do curta-metragem “Mulheres Guerreiras”, sobre a própria ocupação, a partir do olhar de algumas de suas moradoras.
Quilombo das Guerreiras

Porto Maravilha, menos para o povo

A Ocupação Quilombo das Guerreiras é o lar de dezenas de famílias há quase 7 anos, quando ocuparam o prédio da Companhia Docas do Rio de Janeiro já abandonado há mais de 20 anos. Desde então têm realmente trazido nova vida ao imóvel e ao seu entorno, onde o aumento da circulação também aumentou a segurança. As famílias se organizam coletivamente em reuniões e comissões de trabalho, reformando partes do prédio e mantendo espaços coletivos como sua biblioteca e sua horta urbana agro ecológica.

Porém,  suas conquistas têm sido ameaçadas pela “revitalização” que atinge a Zona Portuária, especialmente pelas 5 torres de até 50 andares que farão parte das “Trump Towers Rio de Janeiro”. Este megaempreendimento imobiliário – “o maior complexo empresarial do país” segundo o prefeito Eduardo Paes – será erguido no mesmo terreno onde estão as famílias da Ocupação Quilombo das Guerreiras. O início da construção está marcado para o próximo semestre.

Quilombo das Guerreiras

Sr Rodrigues conta que veio de outra ocupação, em Nova Iguaçu, por se sentir ameaçado ao ver cinco colegas morrerem. Ele não acredita no processo levado pelo atual governo.
“Eles não estão levando em consideração, toda nossa autonomia, isso é um absurdo sem tamanho.”

Sr Zé Ramalho conta as diversas dificuldades que passaram no prédio. Muitas vezes sem água, sem luz elétrica, sem poder sair por conta dos vigias da Docas do Rio de Janeiro esperarem os moradores para não entrarem mais no prédio. Sr Zé não vê com bons olhos a tal obra e disse que se pudessem propor pessoalmente as autoridades diria:
“ Vocês não sabem o quanto a gente luta por esse lugar, a gente não é bandido, a gente quer é alternativa pra moradia, mais nada. O prédio tinha é que ser reformado pra gente ter moradia digna, cheio de projeto aí, das crianças, das mulheres, pô.”

Iracy e Nilde, moradoras desde o primeiro dia de ocupação vão mais além. Iracy por exemplo disse que não tem um local apropriado de moradia e disse que só queria continuar onde se acostumou a ser solidária ao outro.
“ Foi aqui, com essa família, todo mundo se respeita, não tem como ser maior que ninguém aqui. É geral na mesma linha e o mundo aí fora ó, ensina tudo ao contrário.”

Já Nilde, que não gosta de ser chamada de dona, diz que a ocupação Quilombo das Guerreiras, nunca pôde contar com o poder público. Os moradores já fizeram diversas propostas de projetos, de investimento, para que ali se tornasse não só um prédio de moradia mas que se incentivasse a cultura e arte que já existe no lugar. Ela visivelmente emocionada expressava:
“ Moço, a gente não quer moradia de graça, não, porque a gente sabe que nessa vida, nada é de graça. A gente quer é que o poder público possa nos dar condições de pagar por uma moradia. .. Isso aqui, é importante pra todo mundo da Quilombo.”

Nilde ainda disse que as vezes que foi a caixa econômica para ver quanto estava avaliada uma casa, o preço absurdamente impossível de ser efetivada por quaisquer moradores dali. São moradias de 30 a 78 mil Reais em São Gonçalo.

Quilombo das Guerreiras

Assim como os moradores da Quilombo das Guerreiras, todas as pessoas que minimamente estão integradas com este processo se revoltam. É impressionante como o governo do Rio de Janeiro favorece um tipo de carioca e simplesmente ignora a existência da grande massa menos favorecida economicamente. É Repugnante essa situação, sem diálogo, truculenta, sem previsões de moradias futuras, são vidas sendo jogadas pra escanteio de forma aberta, pra todo mundo ver. E digo mais, será nessa copa do mundo que muita gente,  assim como os moradores da Quilombo, menos favorecidos economicamente, cabecearam  essa bola pra dentro das redes e ainda gritarão gol, felizes e enganados, porém, pouco culpados.

Clique aqui e confiram mais imagens

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Folia de Imagens

Folia
Folia de Imagens é uma documentação fotográfica idealizada por fotógrafos da Agência fotográfica Imagens do Povo sobre o carnaval carioca. Durante os dias de carnaval uma equipe de 22 fotógrafos saiu pelas ruas da cidade do Rio para registrar a folia em diferentes espaços da cidade. Os fotógrafos foram da Zona Sul à Zona Norte e pelos subúrbios e nas favelas registrando imagens do carnaval.

Uma seleção do que produzimos veiculamos nos últimos dias via Facebook na fanpage do Imagens do Povo

Vejam a galeria de Imagens
na Fanpage do Projeto.

Na segunda parte do projeto, O Imagens do Povo pretende realizar uma exposição itinerante na cidade do Rio de Janeiro.

Curte e compartilha lá que ta muito bom.

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Menina Mãe

Menina Mãe
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Exposição – Três anos de Histórias

Compareçam na nossa exposição, em comemoração dos três anos de documentação pelas favelas e espaços populares do Rio de Janeiro.

A exposição está localizada na Galeria 535 – Rua Teixeira Ribeiro, 535
Observatório de Favelas, Parque Maré – na altura da passarela 9 da Av.Brasil, ao lado do Moto Taxi da Teixeira.

É gratuita. Nao perca tempo!
convite_favelaemfoco_535

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Vida de Trabalhador, não é mole não!

 


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