Garis em greve

Foto Elisângela Leite_13

Milhares de garis – homens e mulheres – se reuniram nesta manhã, 07.03.2014, para mais uma manifestação no centro do Rio de Janeiro. A categoria que reivindica um piso salarial de R$ 1.200,00 por mês, 100% de horas extras aos domingos e feriados, plano odontológico aumento do vale-alimentação, de R$ 12 para R$ 20, entre outras coisas, saiu da Prefeitura do Rio de Janeiro e seguiu até as escadarias da Câmara municipal.

O ato se configurou pela alegria, imaginação, revolta e esperança, entoada por cânticos dirigidos a copa do mundo, ao prefeito Eduardo Paes e a suas causas trabalhistas. Movidos pela bateria nota 10 dos próprios garis com suas caçambas de lixo, latinhas e pandeiros, realizaram uma manifestação comovente, apoiada por diversas pessoas na rua e prédios do centro.

Amanhã, 08.03.2014, as 10hs, em frente a Central do Brasil, ocorrerá mais um ato na cidade. O recado está dado. Se o prefeito não aumentar o salário dos garis, o Rio vai feder!

Foto: Luiz Baltar

Foto: Luiz Baltar

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

Foto: Elisângela Leite

Foto: Elisângela Leite

Foto: AF Rodrigues

Foto: AF Rodrigues

 

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A desigualdade no Brasil tem cor, classe e endereço

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Dia de Iemanjá

arte_1

 

Encerrando o 2013 com boas energias, fotógrafos do Favela em Foco saíram a campo, ou melhor, a praia que é a casa da Rainha do Mar na mitologia Afro-brasileira, e acompanharam os festejos em homenagem a Iemanjá. As comemorações ocorreram em diversas partes da cidade com carreatas saindo dos bairros de Madureira e do Estácio que convergiram para a praia de Copacabana, zona sul do Rio. Com cantos, danças e oferendas a Iemanjá, os devotos desejaram um 2014 mais próspero e que a tolerância seja cultivada entre os povos.

FOTO: Luiz Baltar

FOTO: Luiz Baltar

FOTO: Elisângela Leite

FOTO: Elisângela Leite

FOTO: AF Rodrigues

FOTO: AF Rodrigues

A documentação das celebrações para Iemanjá, fazem parte do projeto Folia de Imagens, organizado em 2013 por 20 fotógrafos do Imagens do Povo, nos quais fotografaram o carnaval em diversas cidades brasileiras, na qual a exposição de mesmo nome será inaugurada no dia 17 de janeiro, as 18hs, no Observatório de Favelas na Maré e percorrerá ao longo dos meses pela cidade do Rio de Janeiro em pontos específicos do carnaval. O projeto cresceu e agora pretende documentar festas populares durante todo ano em várias cidades e estados das 5 regiões do Brasil.

Confiram a galeria de imagens

 

 

 

 

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Estado Laico – Papa em Manguinhos

aRTE aTIVA!

 

catolicismo apostólico romano é atualmente a maior religião do Brasil, ativa no país desde o período pré-colonial, quando arbitrariamente introduzida por missionários que acompanhavam os colonizadores portugueses, enquanto escravizavam índios e negros por aqui.  Hoje, a Igreja Católica exerce atualmente grande influência nos aspectos políticos, sociaisculturais de muitos brasileiros, seja no campo simbólico, físico ou ideológico, porém, pesquisas apontam o crescimento da religião evangélica e a queda das religiões afro-brasileiras.
http://www.ibge.gov.br/estadosat/temas.php?sigla=rj&tema=censodemog2010_relig

 

Eu, Léo Lima, atuante do Coletivo Favela em Foco, não pretendo falar e desdobrar a prosa em religião alguma. Neste contemporâneo, algumas questões surgem e me inquietam, e acredito que inquietam os integrantes desse coletivo também, mesmo que por vezes possamos ter opiniões diferentes, temos total liberdade de nossas ações.

Aos que lembram: Um Estado laico é um conceito do secularismo, onde o Estado oficialmente se coloca como neutro em relação às questões religiosas, sendo assim, não apoiam e nem se opõem a nenhuma religião. Esse estado imaginário, “em cima do muro” e Zé Roela, visa  tratar todos seus cidadãos de maneira igualitária, independente da religião e não dá preferência a nenhuma religião também.

Em meio a manifestações e rebeliões populares por todo o Brasil, assassinatos não solucionados em Manguinhos, Jacarezinho e Maré, assim como o desaparecimento de Amarildo, morador da Rocinha e outras tantas causas, nos dias 23 a 28 de julho a JMJ 2013, foi realizada aqui no Rio de Janeiro e reuniu cerca de 3,7 milhões de pessoas, sendo a segunda maior concentração de jovens da história deste evento, custando mais de 
R$ 118 milhões, divididos entre os governos municipal, estadual e federal, referentes a segurança e organização do evento, sem contar os mais de R$ 26 milhões gastos nas obras do entorno e dragagem dos rios próximos ao terreno no bairro de Guaratiba, no qual se transformou em um grande piscinão de lama.

Nesta contradição, a Prefeitura e o Estado burguês, supostamente laico e muito Zé Ruela, justificaram as despesas afirmando que haveria grande mobilização de pessoas pela cidade, o que poderia gerar muitos lucros aos cofres públicos.

Mas… Quem usufrui com esses lucros?

No dia 25/07/2013, o Papa Francisco visitou a favela de Manguinhos, que atualmente sofre com as remoções arbitrárias da prefeitura e historicamente com a falta de serviços fundamentais, como saneamento básico, coleta de lixo, iluminação elétrica, saúde e etc… Nenhuma novidade quando tratamos de favelas em nosso país. Dificilmente o Papa pôde ver o que acontece em Manguinhos, como as remoções de famílias, tendo outras famílias ainda residindo do lado. Provavelmente ele não ficou sabendo da morte do jovem Matheus, 15 anos, dentre outras tantas questões que os próprios ativistas de Manguinhos podem dizer, como os abusos da UPP.

Não dá mais, precisamos discutir e criticar o posicionamento do estado que dá preferencia a certas religiões e ignoram outras, como ano passo quando financiou boa parte da marcha pra Jesus, organizada por Silas Malafaia. Se o estado laico, em sua ideologia não dá preferência, não apoia em nenhuma medida qualquer religião existente, então porque essa verba foi destinada a esses eventos? O estado laico tem como medida tratar todos de maneira igualitária, porém, como bem sabem, no evento do dia 27 em Copacabana, as catracas do metrô Arco Verde foram liberadas por conta das longas filas. Já pensou se o carnaval e a parada gay gritassem, os clássicos no antigo maraca falassem?

Para esse estado laico “PRIVADO” e igualitário, nada disso tem voz. Não interessa para o quem mora ou quem morou em Manguinhos. Importa que o Papa foi ali, “abençoou” a terra, transformando-a em mercado e show buzzines, não com suas mãos e sim com as sujas mãos dos que governam nosso país atualmente.

Afinal, quem é que paga o papa? Ops, o Pato?
Sim, mais uma vez as favelas. E o endereço da vez: Manguinhos!

Confiram as imagens feitas da visita do Papa em manguinhos.

Zé Roela significado informal – http://www.dicionarioinformal.com.br/zé%20ruela/

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Ocupa B1 – Ato Político Cultural contra o descaso da Prefeitura do Rio de Janeiro

ARTE

A beira da linha férrea de Del Castilho, com esgoto  a céu aberto, sem a menor coleta regular de lixo, com falta d’gua potável, porém com bastante generosidade, afeto e resistência, os moradores da Favela Bandeira 1, localizada na Rua Domingos Magalhães, 750, (debaixo do viaduto que liga os bairros Del Castilho e Maria da Graça, no Rio de Janeiro) vivem em uma miséria declarada, reconhecida pelo atual governo  e logo ignorada, assim como bem faz ao longo dos anos os grandes monopólios de comunicação.

Foto: Ratão Diniz

Foto: Ratão Diniz

Entendendo essa injustiça descarada, no dia 13 de Julho, sábado, 2013, ativistas, fotógrafos, moradores próximos e pessoas sensibilizadas com a causa organizaram coletivamente o OCUPA B1, que contou com o panelão de feijoada feito pela  Baiana, moradora do Jacarezinho,  oficinas de instrumentos musicais e capoeira com Eduardo Kratochwil, oficinas de fotografia e exposição fotográfica com JV Santos, João Lima, Thamyra Thamara, Léo Lima, Thais Alvarenga, Rafael Ferreira, Ratão Diniz, Luiz Baltar, exibição de curtas, como “Segregação Bandeira 1” de Stefano Fígalo, “100 mil” desenvolvido pela Três Filmes, com participação de Vavá Novais, entre outros contribuidores, como André Constantine, Pamella Souza, Raull Santiago, sem falar a exposição de desenhos feitos pelas crianças da B1.

Foto: Luiz Baltar

Foto: Luiz Baltar

 
Foto: João Lima

Foto: João Lima

Léo Lima_001Como sabem, fotógrafos se propuseram a documentar a favela logo após o incêndio, ocorrido no dia 15 de maio, atendendo a pedidos da associação dos moradores do local e de amigos próximos. Segundo a vice-presidente, Cristiane Roque, diversas vezes ela se dirigiu ao prédio da prefeitura e a sala da secretaria municipal de habitação para conversar com representantes e resolver os problemas da favela.

          Eram cerca de 150 famílias residentes na favela, com o incêndio 80 famílias tiveram             que dividir espaço com outras pessoas nos barracos de madeira, outras tiveram que             sair para outras favelas ,pelo menos até que o cheque de 400,00 do aluguel social                   fosse entregue a todos. Com a constante luta, pessoas foram cadastradas, essas 80                 familias conseguiram e logo saíram do local insalubre, indigno. Entretanto, os demais            cheques não foram mais liberados. O que causou ainda mais revolta e desesperança              nos moradores.

         O quadro atualmente é de extrema urgência, afinal os moradores que vivem ali por              mais de 15 anos, nunca passaram por uma situação similar a essa. Em resumo, não é           de hoje que o descaso do estado se faz presente e os moradores da favela Bandeira 1             contam com o auxilio d todos nós, seja juridicamente, simbolicamente ou                                 pessoalmente, concedendo-os atenção e carinho. O Presidente da Secretaria Municipal         de Habitação, órgão responsável pelo caso é o Sr. Pierre Batista;

Confiram as imagens do Ocupa B1 aqui;

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Desabrigados da Favela Bandeira 1

Foto: Ratão Diniz

Foto: Ratão Diniz

 

Desabrigados por conta do incêndio ocorrido no dia 15 de maio de 2013, os moradores da favela Bandeira 1, em Del Castilho não tem pra onde ir. Neste momento estão em casas de parentes, amigos, igrejas e barracos que ainda restam na própria favela.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

Hoje pela manhã, recebemos a notícia que a prefeitura estaria indo ao local para remover os barracos que ainda permaneciam de pé e que logo serviam de abrigo para os demais. Chegando ao local, nos deparamos com responsáveis da subprefeitura, policiais, agentes de “conservação”

Foto: João Lima

Foto: João Lima

O agente da subprefeitura, que não quis ser identificado, alegou que o terreno teria sido condenado por área de risco. Ele, ou melhor, o Sr Orlando Erdite de Jesus, expôs a todos que tinha autoridade para mandar demolir todos os barracos.

Os moradores, que já residem no local há mais de 15 anos, por sua vez estavam revoltados! Segundo a vice-presidente da ass. Cristiane Roque,uma demanda de cheques para o aluguel social seria entregue logo após os cadastramentos, porém, 250 pessoas da favela, somente 21 pessoas receberam o auxílio, de R$ 400,00, mesmo todas estando devidamente cadastradas.

Foto: Edmilson de Lima

Foto: Edmilson de Lima

O cenário era desastroso!!! São telhas, madeiras e muitas cinzas pelo chão. Mães com cinco e seis filhos, sem terem remédios, fraldas, alimentos e roupas. A convivência com esgoto a céu aberto traz sérios riscos a saúde, assim como os ratos e baratas que circulam pelos barracos com 8 a 12 pessoas em cada.

Foto: Ratão Diniz

Foto: Ratão Diniz

Com cartazes, pedidos por justiça e muita raça, os moradores fizeram um protesto simbólico e pacífico no lugar onde ficavam as casas incendiadas. De maneira voluntária, alguns comunicadores informavam a todo o momento para outros colegas da mídia a situação, assim como outros órgãos públicos que lutam pelas causas do povo.

Foto: Joao Lima

Foto: Joao Lima

Depois de intenso protesto, a defesa civil chegou ao local e concedeu a doação de 50 colchões e lençóis, encaminhando o Presidente da Ass.dos Moradores até a subprefeitura da zona norte para pegar mais 50 cestas básicas.

Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

No fim da tarde, todos foram embora e nenhuma demolição foi executada. Porém, os moradores esperam que algum defensor público possa ajudá-los nesse caso, pois entendem que o aluguel social ajuda, mais não resolve o problema maior das famílias. Afinal, as dificuldades serão inúmeras para encontrar uma nova casa e principalmente mantê-las depois do fim do auxílio, sem contar o risco da poeira baixar, a prefeitura fazer as demolições e alegar novos acontecimentos.

Foto: Ratão Diniz

Foto: Ratão Diniz

Os moradores da bandeira 1, não querem morar em abrigos populares, eles brigam agora por moradias de direito, dignas e de qualidade.

 

Texto Léo Lima
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Para doações:
Falar com Léo Lima (9247-5067) – Ivana Baiana (9605-0937)

Entregar na favela bandeira 1 – rua domingos magalhães, 750, del castilho/maria da graça
debaixo do viaduto do Nova América. Tratar com Kelly; Isaac; Cristiane ou Marcos (moradores)

Escola de Samba Unidos do Jacarezinho, Av. Suburbana, 2233
na portaria

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Festa no Quilombo São José

Festa do Quilombo São José 2013. Valença.

Festa no Quilombo São José da Serra.

Serra da Beleza, Conservatória, Valença, Rio de Janeiro, Brasil. É neste endereço que a história do Quilombo São José começa. História esta alicerçada nas vidas de duas personagens vindas de além-mar, Tertuliano e Miquelina. Escravos na Fazenda São José da Serra, do então proprietário José Gonçalves Roxo no séc. XIX. Tertuliano e Miquelina formam as bases genealógicas de praticamente todos descendentes do hoje, Quilombo São José da Serra.

O Quilombo São José festeja todos os anos, junto com convidados de todo canto do País e do exterior, a herança deixada por Tertuliano e Miquelina com um dia inteiro de celebração jongueira. Para além de uma reunião festiva, o evento tem uma importância maior que é a de divulgar a cultura herdada, bem como estabelecer um diálogo com a sociedade que circunda o Quilombo, gerando assim mecanismos estratégicos de resistência as pressões externas, sejam elas fundiária como a especulação da terra, assim como as culturais que levam os jovens do quilombo ao desinteresse pelo seu patrimônio imaterial.

Texto: AF Rodrigues

Foto: AF Rodrigues

Foto: AF Rodrigues

Foto: Elisângela Leite

Foto: Elisângela Leite

Foto: Thaís Rocha

Foto: Thaís Rocha
Foto: Léo Lima

Foto: Léo Lima

Foto: Luan Citele

Foto: Luan Citele

Foto: Gê Vasconcellos

Foto: Gê Vasconcellos

Foto: Renan Otto

Foto: Renan Otto

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